Sabe quando chove por dias, e se acaba a inspiração?
“Después” toca uma canção, e te traz de volta o verão.
Eu queria contar uma história dessas,
que se passa a beira mar,
com calor no corpo e frutas tropicais,
romances sob o sol, quando o sol nos passa sorrindo,
contos com cara de férias,
com gente bronzeada dançando uma salsa,
e vestidos floridos rodopiantes, suor escorrendo,
molhando os pelos, apelos, cabelos,
que as flores sempre enfeitam.
Histórias de luau, onde as pessoas se seduzem.
Mas chove há dias, e não é chuva de verão,
porque das chuvas de verão “me gusta”.
Aquela que vem forte, derramando sorte,
molhando beijos, desejos,
e os pensamentos mais quentes.
Essas cenas não me deixam,
Põe dentro da minha alma um fogo, uma fogueira.
E uma percussão latina no peito,
E a chuva insiste, não tem jeito.
agosto 26, 2009
“Pensando en cosas que me provoca”
agosto 6, 2009
Sem cartas na mesa
E se a distância não for mais problema,
E quando acabarem todas as cartas e eu estiver aí,
O que vai ser de tantas palavras?
Continuaremos a dizer de tudo um pouco?
Continuaremos nos dizendo tudo, sem ressalvas?
Qual será o destino de tantos papéis coloridos?
Faremos origamis, e deles faremos cortinas.
Enfeitaremos o quarto e faremos a cama, mudos.
De que nos pode servir um amor aos poucos,
De versos, na vida, resta nada.
A poesia que se vê é viva, e não versa,
É vice, é outra, é amante da gente.
É a poesia que sente, quando não podemos.
É ela quem quer quando queremos em segredo.
Se eu te escrevo, é porque não estou contigo,
E se estamos juntos, meu amor, meu amigo,
Por que te escrever?
Eu prefiro que ocupes seu lugar no meu silencio,
E deixe a poesia para as coisas minhas,
Indizíveis, por serem demais femininas pra que entendas.