Ando tão cansada, e esse cansaço é tão antigo.
Cansei-me das pessoas me dizendo coisas desnecessárias,
Sermões e mais sermões, despejados sobre meu peito,
que sente o peso desse cansaço que eu respiro.
Cansei-me da desconfiança daqueles que eu amo,
Logo eu que os amo tanto, logo, não desconfiam também do meu amor?
Estou cansada de não poder ser eu,
De não ter espaço, de ser dócil quando eu quero ser bicho.
Deixe-me correr livre em campo aberto,
Me deixa morder, lamber minhas patas, afiar as garras.
Me deixa descansar, moço.
Me deixa.