Às vezes, e digo assim para fazer-me de menos compulsiva do que na realidade, sinto uma fome incomum.
Sinto como se eu pudesse devorar o mundo inteiro com meus dentes de sorrir.
É uma vontade incontrolável, preenchida com o mais ardente desejo, é cheia dessas coisas incompreensíveis. Como se o inverso de ingerir, eu quisesse jogar no ar todas essas sensações que brotam do frio no meu estômago, mas ainda assim é fome.
Mas não há nada no universo que possa saciar, não há nada comestível ou digerível, e nem quem possa entender. O que existe é a necessidade absoluta, de quem esteve em tamanha abstinência que nem sequer pode ser imaginada, de uma cardápio extenso de palavras e expressões, que por uma fração mínima de tempo, possa por em entrelinhas, isto. Esta fome nunca pára e faz crescer vertiginosamente. Ontem eu disse, e se preciso repetir, digo de novo agora. Eu não sou megalômana, eu sou esperta. E quem rodou o mundo começou com o primeiro passo, como este que eu dou agora. Ontem eu disse, amanhã será o primeiro dia! E hoje eu coloquei na prática, de que só nós somos capazes, meu plano mirabólico de dominação. Eu sei que isso pode parecer intangível, mas o que eu sinto, de forma ainda que simbólica, eu posso tocar. E é meu! Meu futuro me pertence!