Em terapia

agosto 26, 2009

Quando a fêmia fala

Filed under: Dedicados,poesia,Umbiguistas — coramade @ 12:42 am
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corabycicy

foto by cicy bretz, edição cora made

Tem muito pouco de veneno nesta fêmea,
tem mais de doce, mais deleite nestas curvas.
Tem muito calor nas entranhas desta moça,
pra toda briga muita força.
Mas tem os seios fartos, onde abriga a paz alheia,
e quem ali se deita, sabe bem como é.
Tem uma voz suave, até quando grita,
e se agita, se irrita, imita uma dança louca,
chorando rouca, rasga a roupa e rasteja,
se esfrega nas pernas do amor,
e implora que lhe queira.
Sobe no salto, desfilante,
pisa no peito dos desavisados,
mas pede desculpas, é sempre sem querer.
Verdadeiramente, com intenção,
ela só ama, fala e faz amor.

agosto 25, 2009

Tudo que eu disse passou

Filed under: Catárticos,Devaneios,pessoal,poesia — coramade @ 3:12 pm
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Eu preciso dizer que entendo,
mas a verdade é que eu não sei.
Eu mal comecei a encontrar o caminho,
e já me perco em desatinos meus,
muito meus.
Eu preciso dizer que sei bem do você fala,
eu sei como se sente,
porque quem se perde sempre sabe.
Esse incômodo que te assombra,
está aqui também, vivo em mim.
Eu sei bem das minhas verdades,
mas sobram dúvidas,
dúvidas de viver, agora? Como? Onde?
Eu estou absorta novamente,
eu queria ter sempre a certeza,
mas não posso, porque eu me distraio.
E quem anda distraído sempre perde alguma coisa,
mas nunca se perde alguém,
pessoas não são possuídas,
elas se doam, enquanto querem,
e querer é tão passageiro comigo,
que já não quero mais sempre a certeza.
É que viver flutuante tem suas vantagens.
Não pisar no chão, estar mais perto do céu,
e sentir o vento que nos passa.
E entender que passar é função da vida.
Eu não preciso dizer mais nada,
tudo o que eu já disse,
já fez passar o que eu sentia.

agosto 18, 2009

Vida de gato

Filed under: Catárticos,poesia — coramade @ 9:30 pm
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Ando tão cansada, e esse cansaço é tão antigo.
Cansei-me das pessoas me dizendo coisas desnecessárias,
Sermões e mais sermões, despejados sobre meu peito,
que sente o peso desse cansaço que eu respiro.
Cansei-me da desconfiança daqueles que eu amo,
Logo eu que os amo tanto, logo, não desconfiam também do meu amor?
Estou cansada de não poder ser eu,
De não ter espaço, de ser dócil quando eu quero ser bicho.
Deixe-me correr livre em campo aberto,
Me deixa morder, lamber minhas patas, afiar as garras.
Me deixa descansar, moço.
Me deixa.

agosto 10, 2009

Manifesto meu

Filed under: Catárticos,poesia,psicologia — coramade @ 3:58 am
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Muitas pessoas me conhecem um pouco,
poucas pessoas me conhecem bastante,
mas ninguém sabe quem eu sou.
Para mim parece bem simples, até mesmo de explicar.
Eu gosto de política,
mas não gosto desses políticos que vemos.
Não gosto da politicagem,
e do enxovalhado sistema.
Eu gosto dos pensadores, filósofos e poetas,
gosto dos que propões soluções,
para os problemas que vêem.
Não gosto dessa gente que reclama,
sem se mover.
Não gosto dos críticos, dos rotuladores,
não gosto dos que pensam que podem definir,
quem é genial e quem é medíocre.
Não me interessa a opinião, o “achismo”,
ou o que quer que seja, que qualquer um que não faça,
possa dizer sobre como é que se faz.
Eu não gosto de religião,
me incomoda que me ensinem a conversar com um ser que vive em mim.
Gosto muito de Deus, Deuses e Deusas,
que falam comigo na minha consciência,
e que me ensinam todos os dias que ser bom,
que ser honesto, que ser honrado,
é o melhor caminho para a paz de espírito.
E que felicidade é este estado de espírito.
Em paz consigo, compartilhando a vida com os que amamos.
E que ser ruim depende do ponto de vista.
Porque não dá pra aceitar calado,
o sofrimento que tentam te impelir.
E que se te dão algo ruim, cabe a você não aceitar,
cabe a você fazer a devolução.
Eu não faço questão de ser polêmica,
nunca pretendi polemizar,
só quero o meu direito de amar algumas coisas,
e odiar outras, sem que alguém classifique,
o certo ou o errado.
Não quero o conceito dos outros,
sobre bom e ruim, sobre a qualidades das coisas,
porque eu sei julgar o que é melhor pra mim.
e fim.

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