De volta à terapia.
Sim. Isso é um fato a ser comemorado.
Primeiro porque eu tenho consciência de que funciono melhor quando tem mais alguém questionando comigo as coisas que eu naturalmente já me questiono.
Segundo porque nesta fase da minha vida, que eu vou chamar aqui de “o princípio da vida adulta” eram duas as opções:
Fazer terapia (foi a minha escolha) e não fazer e acabar indo parar no pinel definitivamente numa manhã de segunda feira.
Hoje eu tive a minha segunda sessão.
Foi uma daquelas sessões em que o terapeuta deveria te pagar pra te ouvir. Porque você se demonstra tão potencialmente intrigante atingindo um estado avançado de maluquice que se torna um desafio. E porque hoje eu fiz a minha terapeuta rir. Eu mesma ri a sessão inteira. A primeira sessão foi daquelas em que você senta e chora até desidratar e embola todos os assuntos que você consegue se lembrar.
Acho que primeira sessão de terapia te dá a sensação de ser a última. Ou os momentos finais da sua vida quando você precisa confessar pra alguém todos os seus pecados.
Hoje não. Hoje foi diferente. Eu sentei lá sendo eu. Com todas as falhas de caráter. Com as fraquezas expostas, seja a falta de coragem ou a vileza.
Foi bom. Saí de lá absorvendo, processando, verificando, digerindo tudo que foi dito.
Foi bom. Senti que estar de volta à terapia e me resgatar um pouco, me ter mais perto, me conhecer melhor e aprender a lidar com esse ser humano peculiar que sou eu.
setembro 21, 2011
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