Quanta dor eu senti,
que senti mais por ti ao ver-te assim,
e de ver-te deu-me vertigem.
Logo a ti, meu pássaro,
tão solto no Vento.
Tão feliz e a contento ver-te livre.
Livre como nasceu e as estrelas quiseram,
e os astros disseram que seria.
Agora vejo-te dever,
culpado por voar simplesmente,
por querer ser mais grão que semente.
tão aprisionado que perdeste as tuas penas.
As que apenas calavam e não escreviam as palavras,
que deixavam de ser ditas num abraço eterno.
Vem abraçar de novo os braços que te libertam,
eu te ensino um bater de asas sereno,
sem pressa nem demora, com a cadência perfeita,
na que se ajeita um amor breve.
Pois há de vir um Vento outro,
que me leve a outro porto
e eu demore a voltar.
fevereiro 23, 2010
Outro porto
1 Comentário »
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Um dia já me meti a poeta quando mais novo. Mas nunca fui bom desse tanto! Parabéns! Tá muito gostoso de ler…
Comentário por Thalles Waichert — fevereiro 23, 2010 @ 8:19 am |